Waldir Maranhão tentou vaga de vereador em São Luís, mas desistiu de candidatura

Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Waldir Maranhão (PSDB) ensaiou um retorno à vida pública ao registrar candidatura para a disputa de vaga de vereador na Câmara Municipal de São Luís, mas acabou desistindo da eleição e renunciou o registro junto à Justiça Eleitoral. 

Os dados estão disponíveis no sistema Divulgacand, com consultas públicas disponíveis, do Tribunal Superior Eleitoral. Lá, Waldir já aparece como inapto para a disputa eleitoral, por desistência. 

Waldir está fora da vida pública desde 2019, quando encerrou o seu mandato na Câmara Federal, onde chegou a ocupar os cargos de 1º vice-presidente e presidente da Mesa Diretora da Casa. 

Foi justamente na condição de presidente – após o afastamento pela Justiça de Eduardo Cunha, então chefe do Legislativo -, que Maranhão ganhou notoriedade, ao manobrar contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Contrariando a maioria de votos na Casa, ele se posicionou contrário ao processo contra a petista, desobedecendo a orientação partidária e provocando forte crise na Câmara. 

Em 9 de maio de 2016, após assumir interinamente a presidência da Câmara dos Deputados, em uma decisão controvérsia, Waldir Maranhão decidiu anular sessão que aprovou a admissibilidade do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

A decisão dele foi duramente criticada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a exemplo de Gilmar Mendes.

Flávio Dino

Naquela ocasião, a carta utilizada por Waldir Maranhão para tentar evitar o impeachment de Dilma foi articulada pelo então governador do Maranhão e hoje ministro do STF, Flávio Dino.

Pressionado nacionalmente, Dino admitiu ter agido junto a Waldir Maranhão. 

“Natural que o deputado Waldir Maranhão, sendo do meu Estado, peça minha opinião sobre temas relevantes. Como eu peço a ele também. Juridicamente, a decisão do deputado Waldir Maranhão é centenas de vezes mais consistente do que o pedido do tal ‘impeachment’, escreveu em sua conta no antigo Twitter, hoje X. 

Ipolítica / Ronaldo Rocha

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